Quem sou eu

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Itapevi, SP, Brazil
Sou uma mulher que convive com a artrite reumatoide juvenil desde os 07 anos de idade e não aceita que as pessoas se entreguem tão fácil a essa doença sem lutar ao menos para serem mais independentes. Esse blog é um espaço para as pessoas que querem me conhecer, fazer perguntas sobre minha vida com a artrite e também para as pessoas que precisam de uma palavra amiga! Sejam bem vindos visitantes e se quiserem saber alguma coisa ou precisar de alguma palavra amiga...Pode entrar, o blog é nosso! Deixe seu recado que responderei com prazer! Bjs, Malu

sábado, 17 de julho de 2021

Autoestima

 Olá pessoas lindas! 

De volta depois de meses, para falar um pouquinho sobre autoestima, um fator que pode não ser determinante, mas que pode ser o gatilho para a entrada de doenças em nosso corpo. Especialmente a artrite, eu falo no meu caso, situações emocionais podem resultar em dores e até fazer a doença entrar em "atividade"

Vamos falar um pouquinho sobre a autoestima, mas será que realmente sabemos o que é autoestima? 

De acordo com a Psicoterapeuta Renata Parreira Rodrigues, muitas vezes a autoestima é confundida com questões estéticas, mas vai muito além disso. A própria palavra ja explica auto (si mesmo) estima (gostar, amar). Então autoestima significa amar a si, cuidar de si mesmo e eu acrescento: respeitar-se e conhecer-se.

Por isso quando nossa autoestima está baixa, estamos nos amando pouco, nos cuidando pouco e por consequência nos respeitando pouco. 

Segundo a Psicoterapeuta, a autoestima não é um resultado e sim um processo, por exemplo, quando uma pessoa precisa perder peso e consegue o objetivo, a autoestima sobe...No entanto, a autoestima já é o processo em si, pois partiu de uma decisão de cuidado consigo mesmo e esse processo envolveu o gostar-se.

Todas as vezes que tomamos decisões que dizem respeito ao autocuidado estamos praticando a autoestima, como podemos perceber, nada tem a ver com o modo como nos vestimos, se estamos com maquiagem ou não. É muito mais como você se sente consigo mesmo como um todo. 

Relacionando a autoestima com a Artrite, eu penso que é primordial para nós, especialmente as mulheres, porque somos constantemente "cobradas" para estarmos sempre dentro dos padrões de beleza estipulados pela sociedade e o pior, nos deixamos ser cobradas. 

A maioria das mulheres com AR, lutam praticamente todos os dias para manter uma boa autoestima! Em uma sociedade que valoriza muito beleza do corpo, é bem difícil ter uma autoestima equilibrada, quando  se acorda todos os dias com dores, quando se olha no espelho e se depara com sequelas e deformidades resultantes da doença, enfim, quando você se depara com o que a AR fez com seu corpo, a sensação não é das melhores, haja força para manter a boa autoestima!

Como eu Malu consegui??? 

Na verdade, como a Dra Renata citou, isso é um processo e por isso eu digo que eu "consigo" dia após dia. O processo se iniciou com a aceitação de que tudo que a AR deixou em mim (deformidades e limitações) não tinha como mudar, esse é meu corpo hoje e não há nada o que fazer. Em seguida, procurei qualidades físicas e interiores que gosto em mim e passei a valorizá-las. 

Descobri que quanto mais eu me preocupava com o que os outros veriam em mim, as deformidades, por exemplo, pior ficava minha autoestima. Então, comecei a agir como se não percebesse quando alguém reparava, e comecei a cuidar mais de mim. Por exemplo, eu sempre fui apaixonada por dança, mas sempre tive muita vergonha de dançar perto dos outros porque sei que meus movimentos são travados e isso me dava muita vergonha.

Gente, quanto tempo eu perdi, não fazendo o que eu gostava por vergonha ou até por não querer me expor. Foi quando eu entrei pela primeira vez na aula de zumba, encontrei o Professor Diley, um homem maravilhoso que me deixou super a vontade e hoje, sempre que tenho tempo, saio da musculação e vou para a aula de zumba sacudir o esqueleto. Se eu consigo o movimento eu faço, se não consigo, tudo bem também. Inclusive participei da competição com coreografia e tudo, nosso grupo ganhou!!!

Por isso hoje estou aqui, mostrando para vocês que além das nossas deformidades físicas existe o eu de cada um, e nesse eu, uma beleza que independe de aspectos físicos, mas dependem muito mais de nossa postura e de nossa autoaceitação. Quando nos aceitamos, o outro nos aceita, quando nos amamos, atraímos amor, quando nos respeitamos, somos respeitados e quando cuidamos de nós, nosso corpo e nosso espírito correspondem!

Por hoje é isso pessoas! Se amem, se respeitem, façam o que gostam porque isso alegra o espírito, trás paz e leveza!

Os seguidores são poucos, mas o importante é que a mensagem chegue a quem precisa chegar!
Amo vocês!!

Beijos da Malu



exercício de equilíbrio em uma perna só!


Minha turma de zumba e aqui na frente o prof. mais 
fofo do universo!     







segunda-feira, 10 de maio de 2021

Saúde mental importa!

 Oi pessoas lindas!


Passando para informar como está sendo minha vida durante a pandemia.

Acredito que maioria de nós que convive com a Artrite Reumatóide somos muito ansiosos, eu sou uma dessas e ter que ficar isolada, trabalhando homeoffice, sem poder ir para academia foi algo muito ruim, 24 horas por dia vivenciando os problemas de casa não foi e não é tarefa fácil para ninguém, mas para quem tem uma doença cujo emocional pode ser o gatilho para sua atividade, a coisa ainda é pior.

A saúde mental é essencial para nós. É disso que vou falar, da importância de buscarmos algo que promova nossa saúde mental.

No ano passado, eu tive muita dificuldade para me adaptar a vida "home" rsrs. Tive muitos momentos de estresse porque vivenciava os problemas caseiros todos os dias e o convívio com o marido full time não era nada bom também. Não poder fazer exercícios na academia, piorava a situação. 

Então, a primeira coisa que fiz quando percebi o que estava acontecendo foi criar uma rotina com exercícios que eu conseguia fazer em casa e que eu gostasse. Então eu busquei no youtube canais com exercícios aeróbicos que envolviam música e dança e também a zumba que amo de paixão. E três vezes por semana eu fazia de manhã antes de começar a trabalhar. 

Isso até que funcionou bem, mas depois de algum tempo eu precisava de algo mais como por exemplo, meditação. Acontece que uma atividade que relaxe a mente , deve ser prazerosa e que apresente resultado. Foi então que busquei saber mais sobre mandalas e conheci a autoterapia pelas mandalas. Mesmo sem saber desenhar eu amei. Comecei pintando apenas e hoje eu já consigo desenhar. Nelas eu expresso todos meus sentimentos pelas formas e cores. 

Além das mandalas eu voltei para o Reiki,  pois sou reikiana, mas tinha deixado um pouco de lado. Hoje o conhecimento do Reiki com o que aprendi sobre a terapia com as mandalas tem me rendido um certo equilíbrio e controle emocional, tão necessário a todos, mas principalmente a nós que convivemos com a Artrite.

E você meu coleguinha de convivência com AR, o que tem feito para manter uma boa saúde mental?

Beijos, espero que esse post inspire vocês!!! 

 mas tinha deixado esse conhecimento dormir. Agora ele despertou 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Se exercitar faz a diferença na Artrite Reumatóide

Olá pessoas lindas!

Não importa se eu escrevo para uma ou cem pessoas, ou se escrevo para mim. O que vale é que em algum momento essas mensagens chegarão àqueles que precisam e aos que leem meus posts eu agradeço!!
Mais uma vez vou falar da importância do exercício físico, para nós que convivemos com a artrite. Hoje me arrependo muito por não ter compreendido ha mais tempo o quanto seria bom fazer atividade física. Eu achava a fisio muito chata e dolorida. Dessa forma, fiquei muitos anos sem fazer a fisio de forma adequada. Talvez por isso, hoje eu tenha uma mobilidade bem robótica, além de muitas limitações articulares.
Mas eu ao menos, posso dizer com conhecimento de causa que fazer exercício é essencial. Hoje faço aulas de musculação, condicionamento físico, alongamento e funcional com o pessoal da terceira idade. Meus exercícios são de acordo com minhas limitações, meus professores elaboram especificamente para mim. Quando é preciso, há adaptações. A funcional eu faço com o pessoal da terceira idade porque são exercícios um pouco mais leves e envolve muita dança e acho importante porque deixa minha marcha mais leve, menos robótica.
O exercício diminui a dor, aumenta a força muscular e faz muito bem para o psicológico. Comecei fazendo apenas hidro, pois, era indicação que eu fizesse exercícios leves, mas eu não gostava muito de fazer essa atividade, era dificultoso para mim, desde a vestimenta, até entrar na piscina, foi quando resolvi mudar para musculação.
Então se vocês tem vontade de treinar em uma academia, mas ficam pensando em como vai ser, deixem o medo de lado e procurem um local legal. Pode ser que se deparem com alguns "nãos" mas faz parte. Experimentem e fiquem com aquela atividade que traga resultado e seja prazeroso.

A Biomania, academia que eu faço aqui em Itapevi, me aceitou de primeira. Eu a procurei depois de já ter passado por outras e ter recebido "não", mas, como vocês sabem, eu não desisto fácil do que eu quero e assim, estou na Bio a mais ou menos 05 anos.

Trago para vocês três vídeos falando um pouco da academia e um depoimento do professor falando sobre o meu treino.Eu espero que vocês se motivem, pois, se eu, com tanta limitação consigo, muitos de vocês também conseguirão!!!

Beijos e um 2020 com menos dores e mais atividades físicas!!!












sábado, 27 de julho de 2019

Incluir-se sempre!

Olá amigos!

 Prazer em estar de volta!

Hoje, falemos de auto-inclusão, mas, não falo da acessibilidade, infraestrutura, etc.
Falo do ato de pessoas com deficiência, incluir-se onde quiser,
"Malu, o que significa isso?" Significa, que é importante que nós, pessoas que temos algum tipo de limitação,busquemos nos incluir onde quisermos e não esperar que outros nos inclua. É fácil colocarmos a culpa no outro por não realizarmos algum tipo de atividade, mas quantas vezes nos permitimos sair de nossa zona de conforto e testar nossos limites? 
É claro que é crucial termos alguém que nos ajude, fisicamente falando, pois, negligenciar nossas limitações não é algo inteligente a se fazer! rsrsr. Aí entro em outro item muito relevante que é a humildade. Humildade para admitir que a dificuldade existe, admitir que em alguns momentos precisa de ajuda e principalmente saber pedir e permitir que o outro te ajude! Sempre há alguém disposto a ajudar.
Toda essa exposição para contar a vocês como tenho me incluído, saindo de minha zona de conforto. Faço academia há alguns anos, para manter a musculatura saudável e proteger as articulações, principalmente das próteses, como alguns seguidores sabem, tenho nas quatro articulações (joelhos e fêmures)...Comecei pela hidroginástica, porém, não gostava muito, pois, tinha pouca autonomia (das coisas mais simples como se trocar no vestiário, vestir maiô apertado, colocar a toquinha até a descida para a piscina e os exercícios dentro dela) Quem tem artrite sabe que algumas atividades muito simples para a maioria das pessoas, para nós são bem difíceis, às vezes, impossível de realizar. Mas continuei realizando a hidro, até que comecei a procurar outra academia pra fazer pilates ou musculação, não me aceitavam, por receio de acontecer algo durante as atividades.
Depois disso, resolvi conversar na mesma academia que eu já fazia a hidro e propor a troca de atividade de hidro para musculação e com o apoio dos profissionais, eu comecei a fazer  musculação como fortalecimento muscular e condicionamento físico e fui fazendo tudo aos poucos. Hoje, faço 2 km de esteira três vezes por semana, junto com outros exercícios. E não contente, ano passado saí novamente de minha zona de conforto e me permiti experimentar fazer zumba e fiz, dentro de meus limites, buscando mais diversão e movimento do que a dança em si. Fiquei do final do ano passado até perceber que os impactos não estavam e fazendo tão bem. Então, reconheci esse limite e parti para uma outra atividade que envolve dança, mas é mais leve, voltada ao público de terceira idade. E lá estou, faço as danças, me movimento dentro de minhas limitações, assim como os outros dessa sala, pois a maioria são idosos. Algumas vezes pego o finalzinho da aula de zumba, porque eu adoro!
Atualmente, com 45 anos, eu me permito experimentar, sair da zona de conforto, me permito pedir ajuda, permito me movimentar dentro de minhas limitações sem medo do que as pessoas pensam. Importa o que eu sinto, o que me faz bem. Em junho desse ano, dancei quadrilha pela primeira vez, na academia na aula de zumba. Foi muito legal! 
E hoje, participei pela primeira vez de uma trilha no Pico do Jaraguá! Meu Deus, foi maravilhoso conseguir chegar lá em cima, n mirante e ver a cidade toda lá embaixo! Eu tinha a opção de subir de ônibus, mas eu, louca, quis enfrentar o desafio e consegui, graças ao meu marido e parceiro que está sempre me apoiando e aos outros, que estavam na atividade, porque os momentos finais da trilha foram muito difíceis para mim, que tenho a articulação do joelho muito limitada. Mas eu consegui, percorri toda a trilha e cheguei ao mirante!
Com esse relato, eu termino esse post. Espero que gostem e que cada um de vocês busque vencer seus medos, mesmo com limitações, mas lembrem-se de pedir ajuda quando necessário, pois, quando buscamos apoio, é possível realizar muito mais coisas! 

ALGUMAS FOTINHOS PRA VCS VEREM ESSE DESAFIO!


A aventura começa



depois de muitos desafios: a chegada!





No mirante com a turma

Se realizo algumas atividades físicas, se enfrento desafios é também graças a pessoas especiais: os profissionais da academia Biomania em Itapevi SP, são exemplos. Acreditaram que podiam me ajudar e que eu podia tudo dentro dos meus limites. Amo esses profissionais!
Beijos e até o próximo post!





segunda-feira, 25 de junho de 2018

Conquistas

 Olá meus queridos!

Depois de dois anos sem escrever, retorno para contar como anda minha vida!
Em 2016, iniciei meu curso de Mestrado em Psicologia educacional e dia 19/06/2018,fiz minha apresentação e fui aprovada, graças a Deus.
Bem...e além de dois anos de pesquisa, o que aconteceu? O que eu fiz?
Aconteceram muitas coisas...Minha vida pessoal desde 2015, virou do avesso. Abro um parêntese para uma observação, antes de começar a contar. Por quê que nós que sofremos com a AR, tomamos ou sei lá, nos chega tantas responsabilidades??? Todas as pessoas que conheço que tem AR, carrega um peso de responsabilidade imenso...
Agora, explico: desde 2015, minha mãe devido a uma doença degenerativa, ficou acamada. Depende de outras pessoas para tudo e eu, sendo a filha mais nova, morando com eles, acabei tendo que arcar com a responsabilidade maior. Mesmo meus irmãos ofertando toda assistência, a maior carga emocional  e até física ficou comigo. Digo que ficou porque agora temos equipe de enfermagem que cuida dela.
Eu, que poucas fraldas troquei, apenas de alguns sobrinhos, tive que aprender a trocas as fraldas de minha mãe, e até dar banho de vez em quando. Tive que guardar minha dor em ver minha mãe na situação de total dependência e cuidar dela. Mesmo com uma cuidadora, o período da noite era todo meu. Mas como na vida, tudo muda o tempo todo, neste mesmo ano, conheci, o homem que hoje é meu marido. O universo ouviu minhas vibrações e me mandou esse presente, foi um anjo, que entrou na minha vida para me cuidar, pois as vezes, cuidamos tanto dos outros que esquecemos de cuidar de nós mesmos. 
Voltando aos acontecimentos, como se não bastasse, tudo que já relatei, em 2017, meu pai sofreu uma cirurgia no intestino e passou a usar bolsa de colostomia. Mais uma vez, tive que aprender a cuidar de algo totalmente desconhecido: a tal da colostomia. Foram momentos muito ruins e estressantes, de adaptação. Apesar de ter uma cuidadora que cuidava dos dois, a noite sempre ficava sozinha, até meu marido, virar meu marido! rsrsr
Mas sobrevivi e aqui estou para contar para vocês como tem sido minha vida durante este tempo que estive ausente no blog. Estou feliz, ainda em fase remissiva da AR, faço academia três vezes por semana, trabalho e administro minha casa.
E por esses e muitos outros acontecimentos que me considero uma vencedora! Venço a artrite todos os dias, quando teimo em trabalhar, quando teimo em cuidar de quem amo, quando teimo em amar, quando teimo em viver, e principalmente quando teimo em ser feliz, evoluir, aprender...
Beijos, a todos e vou tentar não sumir!!!rsrsr
Meus momentos em 2018!


com mamãe e meu esposo no dia das mães

Com papai no niver de 78 anos

Dia da minha apresentação de mestrado 
Com a banca examinadora

evento com meu bem



sexta-feira, 22 de abril de 2016

Não podemos parar!

Oi amigos...

Faz tempo que não falamos. Minha vida é muito corrida!
É realmente uma contradição, como uma pessoa com mobilidade reduzida pode correr tanto e fazer tanta coisa??? Não sei responder, só sei que sempre digo que minha alma está no corpo errado! rsrsr
Brincadeira...Nossa alma está sempre no corpo certo!

Hoje quero falar com vocês sobre exercício físico.
Para nós pessoas com Artrite, o exercício é primordial.
A maioria de nós, não gosta, acha chato e às vezes dolorido. Mas, por experiência própria eu digo, "tudo é questão de encontrar o que você verdadeiramente se identifica"

Eu comecei pelo exercício na água, hidroginástica, pois é o recomendado para os artríticos.
Fiquei um bom tempo na hidro, mas tinha muita preguiça de ir...só em pensar que depois ter que colocar maiô, a toquinha (pedir para alguém colocar,porque não consigo sozinha)...depois tirar aquele maiô que grudava no corpo. Sem contar que na água, não conseguia fazer todos os movimentos e me sentia sem progressos.
Foi então que resolvi tentar fazer musculação (condicionamento físico). Conversei com os profissionais e sob a orientação deles, comecei a fazer. Inclusive a usar os aparelhos.
No início foi difícil, precisava de ajuda para tudo, mas depois de uma mês, já adquiri autonomia (minha palavra de vida).

Assim, já faz mais de um ano que faço esse tipo de exercício. Isso faz toda diferença para nós que sentimos dores e temos limitações físicas.
Com os exercícios, não sinto mais aquela velha e conhecida fadiga, sinto que minha musculatura está se fortalecendo e já consigo fazer alguns movimentos que não fazia antes.
Hoje consegui pela primeira vez, antes de começar os exercícios, subir dois lances de escada usando as duas pernas, ou seja, a articulação começa a responder!

Então é com alegria que compartilho mais essa vitória com vocês, pessoas com artrite, pais, tios, parentes ou amigos de pessoas que tenham alguma dificuldade física. E também para as pessoas em geral, pois o exercício físico é um dos elementos para uma vida saudável.
Compartilho no intuito de incentivar, pois, temos a mania de colocar obstáculos para realização de coisas que são para o nosso bem. É um "eu não tenho tempo", "eu não gosto de fazer sozinho (a)", "eu não sou gordo (a)" e por aí vai...Mas o que digo é que eu também não tinha e não tenho tempo sobrando, mas tive que me organizar pela minha saúde!
É uma das melhores coisas que podemos fazer pelo nosso corpo.

E para quem sofre de Artrite: é sim possível fazer acadêmia como qualquer outra pessoa! É lógico, com acompanhamento, no nosso limite e muita auto-observação!

Bora malhar... "Vamos transformar essa preguiça em músculos!" (Um tira no jardim da Infância)

Beijos e cuidem-se!

domingo, 26 de julho de 2015

Não deixem a peteca cair!

Pessoal,

Hoje estou aqui para abordar uma situação surgida no face...
Alguém do grupo da Priscila Torres, citou que um médico disse a ela que com o tempo, a artrite só piora!

Amigos e amigas, por experiência própria eu digo, não vale a pena, acreditar em tudo que nos dizem, mesmo que sejam médicos!

Qualquer doença sem o tratamento adequado pode piorar. A artrite é uma delas.
Vamos encontrar muita gente em nosso caminho prontos para nos desestimular, mas não podemos desanimar...
Existem médicos que acreditam que tem que mostrar logo o lado negativo da doença, aquele em que a pessoa pode piorar gradativamente e outros que falam a realidade, no entanto, apresenta ao paciente, os diversos tratamentos que existem atualmente e que podem até evitar a deformidade (coisa que não tinha quando desenvolvi a doença).
Atualmente, há muitas medicações maravilhosas, sem contar as dicas de alimentações adequadas para auxiliar no tratamento.

Eu estou em período de remissão da doença, graças a Deus. Mas ela não se ausentou da minha vida sem deixar marcas... Além das psicológicas, deixou muitas sequelas no meu corpo.

Mas me considero uma vencedora e uma guerreira em tempo integral: não deixo que nada, nem ninguém, me coloque para baixo.

Conquistei minha independência...Mesmo com limitações faço tudo que uma mulher "normal": trabalho fora, cuido da casa, de meus pais, dirijo, viajo...etc

Aprendi que a única pessoa que pode nos parar somos nós mesmos!
Se eu parasse para ouvir as tantas coisas negativas sobre essa doença, estaria em uma cadeira de rodas ou cama, totalmente inválida, mas eu fui em frente, estudei, graduei, pós-graduei e fiz e faço tudo que me proponho.

Acreditem, os casos de remissão da doença não são poucos. Como me disse a Pri, as mesmas pessoas que reclamam das dores na internet, não se interessam em postar que estão em fase remissiva e isso faz a muitos crer que fase de remissão da artrite é rara.

Não desanimem, sigam sempre confiantes, façam exercício físico, tomem as medicações adequadamente, tenham lazer e amem, amar também faz bem!

Beijos carinhosos!


domingo, 12 de julho de 2015

Viajar sozinho, uma ótima experiência!

Oi pessoas!

Inicio meu post de hoje com essa frase de Jô Soares que gosto Muito:
"A melhor maneira de ser feliz com alguém é aprender a ser feliz sozinho. Daí, a companhia será questão de escolha e não de necessidade."

Essa frase demonstra que não precisamos de alguém para ser feliz ou para fazer o que gostamos.
Quero compartilhar especialmente com os amigos com artrite, o quanto é gratificante descobrir que podemos fazer coisas sozinhos, como por exemplo viajar. Isso mesmo, viajar sozinho!!!

Tive essa experiência durante meu recesso e gostei muito, me senti vencendo um desafio. Eu sei que para pessoas que não tem nenhuma dificuldade física pode parecer a coisa mais fácil do mundo, mas para nós com artrite não é tão fácil assim, mas estou aqui para dizer a todos que é possível e melhor, é muito gratificante a experiência.

Para viver essa aventura é preciso escolher bem a cidade para onde se quer ir e como chegar. 
No meu caso, fui dirigindo. Então, como se tratava de uma primeira viagem sozinha, escolhi um local não muito longe. Aproximadamente 200 km. 

É preciso também escolher minuciosamente o local (hotel, hotel fazenda, pousada, etc.). Para isso é imprescindível procurar saber sobre a infraestrutura do local ou no nosso caso, se possui acessibilidade.
Além de verificar pelo site, eu liguei no local, expliquei sobre as minhas dificuldades e pronto, me disponibilizaram um apartamento perto de tudo.
Pode ser um pouco mais difícil para cadeirantes, no entanto, tudo é questão de pesquisar.
Depois de saber para onde vai, como vai e como é o local, é só fazer reserva e as malas! 
Então, vamos deixar o medo de lado e partir para os diversos destinos desse Brasil!

Escrevi esse pequeno
post para mostrar aos meus amigos que tenham qualquer tipo de necessidade especial que podemos sim, não só viajar, mas fazer tudo que quisermos, basta um pouco de coragem e é lógico, conhecer seus limites!

Beijos e lembrem-se de que a vida é muito curta para ser insignificante!

Na piscina do Hotel Fazenda








Relógio de flores da Praça Adhemar de Barros em Águas de Lindóia




sábado, 25 de abril de 2015

Artrite e stress não combinam!

Olá amigos,

Hoje busquei um tempinho para batermos um papo!
A conversa hoje é sobre artrite e stress...
Nesses 33 anos de convivência com essa doença, aprendi a conhecer um pouco o que pode fazê-la entrar em atividade e uma das causas é o stress.
Chego a ficar na dúvida se somos mais estressados por termos de conviver com a doença ou se a doença se manifesta pelo stress.
Já perceberam que as pessoas com artrite são muito ansiosas e estressadas?  Pois é, então nós, mais do que os outros, temos que aprender a diminuir o stress na nossa vida.
Eu particularmente, levo uma vida agitada e estressante, mas ao contrário de quem me conhece acha, isso não ocorre pelo fato de trabalhar em dois empregos, pois o trabalho é algo que sempre me ajudou a superar minhas dificuldades e por incrível que pareça, me distrai.
Ficar em casa, me deparar com problemas domésticos é que me estressa e muito! Rsrrsrs
Assim, cada um tem as situações que lhe causam stress. 
Dessa forma, como nem sempre é possível se livrar da situação, o melhor remédio é procurar com alguma frequência realizar atividades que tragam prazer.
Pode ser qualquer coisa: ler, ver um filme; almoçar fora; passear em algum lugar, enfim, algo que quando estiver fazendo possa sentir-se leve, feliz como uma criança quando vai ao parque!
Viajar, mesmo que seja para perto é maravilhoso, pois o importante é sair um pouco do ambiente e da situação que causa o stress e a ansiedade.
No caso de viagem é importante se desligar da situação e das pessoas que ficaram. Viajar com celular e ficar a todo momento querendo saber o que acontece na sua casa, de nada adianta! 
Sair com amigos para jogar conversa fora e namorar também é muito bom para relaxar.

Hoje em dia, está na moda os tais livros para colorir...Para nós com artrite eu realmente, acho uma péssima ideia, pois particularmente falando eu sempre tive problemas para colorir (minhas mãos cansavam ou doíam) então no meu caso, ficaria mais estressada.
Dizem que a meditação é ótima, mas eu ainda não consegui fazer. Até começo, mas quando percebo, já tô pensando em outra coisa com essa minha mente inquieta!
Então optei por dar um jeito de viajar pelo menos duas vezes por ano (mesmo que seja um lugar perto); cinema e diariamente ouvir músicas (cantando junto kkk) ... Ah como me relaxa ouvir músicas.

Então, meninos e meninas, não custa nada dar uma forcinha para que nosso corpinho maravilhoso não adquira dores além das que já temos que suportar.
É isso, xô stress! Por uma qualidade de vida melhor não só para nós com artrite, mas para todos que vivem essa vida louca!


Beijos carinhosos e até a próxima!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Oi pessoal!

Após anos de sumiço reapareci! rsrsr

Infelizmente ainda tenho a companhia da ARJ, porém, continuo vivendo tudo que a vida pode me proporcionar.

Meus amigos pessoais e do face sabem disso.
Estou na fase remissiva ha pelo menos três anos. De vez em quando sinto uma dorzinha aqui ou ali ou quando me estresso muito, porém, algo sempre passageiro.

Falando da minha vida...

Hoje continuo trabalhando na secretaria de uma escola aqui mesmo em Itapevi onde presto atendimento ao público e serviços administrativos, isso no período da manhã. No período da tarde/noite trabalho na Unip Interativa como tutora EAD.
É nesse trabalho 2 que coloco meus conhecimentos de professora em prática. Nesse momento percebo que tudo que estudei não foi em vão e que eu tinha razão em não querer passar minha vida toda sem colocar meus conhecimentos em prática.

Então...tenho novidades...
Resolvi curtir muito mais minha vida. Esse pensamento surgiu ano passado quando resolvi marcar uma viagem. E em janeiro desse ano, estava eu em Campos do Jordão com minha sobrinha, passeando e curtindo muito.

Não bastasse isso, ano passado também fiz um pacote com duas amigas e em março, dia 05, lá estava eu e minhas amigas em Buenos Aires!

Gente, essas viagens foram maravilhosas e para quem tem limitações físicas, como nós com Artrite, não há nada melhor que saber que podemos fazer algo como qualquer outro, não é?

Então, como eu sempre digo, “a limitação está mais na nossa mente do que no nosso corpo”, não façamos corpo mole e enfrentemos os desafios!
Vai ter quem te olhe diferente a todo o momento. Uns porque admiram sua força. Outros indagando-se como você consegue. Outros infelizmente com pena...
Mas não podemos deixar que energias alheias direcione  nossas vidas, pois mil vezes pior que ter corpos limitados é ter uma mente limitada!


Beijos amigos e um ótimo 2015!
                                      Fazendo caminhada em Campos do Jordão



                                 Na casa de Shows em Buenos Aires com amigas


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Olá pessoal!

Hoje fiquei muito envaidecida em uma conversa com a Rose Oliveira no face...ela dizia que ficou bem mais tranquila depois que falei como a artroplastia de joelho poderá melhorar  sua vida!

Fiquei contente porque, é bom saber que cada experiência, cada dor que passamos com a Artrite, seja qual tipo, pode ajudar outras pessoas a passarem por essa situação e pelas grandes mudanças que a doença trás e enxergar uma luz. É bom poder mostrar às pessoas que as dores passam, um dia elas passam.

Eu sofri muitas dores insuportáveis, passei por uma esofagite, seguida de hepatite medicamentosa...quase morri várias vezes, tão forte eram as crises quando criança, até sem andar já fiquei...

...Mas hoje, aos 38 anos, 31 só de convivência com Artrite, estou feliz, sem dores e sem medicação alguma! Isso mesmo, não tomo mais nenhuma medicação...só o cálcio!

É certo que as sequelas são muitas e enormes, deformidades aqui e ali, quatro próteses no total, mas quem já passou por dores parecidas com as minhas sabe que sequelas e limitações são nada comparadas às dores insuportáveis que ela trás.

Hoje estou bem feliz, trabalhando, fazendo minhas coisas, dirigindo, graças a Deus...Levando uma vida independente...independência: coisa que sempre prezei desde criança e que não abro mão!

Essa é a dica de hoje, procurem ser o mais independente possível! A gente pode fazer muita coisa mesmo com limitações! Podemos sair, namorar, dirigir, amar e até dançar! Só precisamos acreditar e ir atrás de nossos desejos, como qualquer outra pessoa, deixando medos, vergonha e preconceito pra trás!

Beijos amigos queridos!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Notícias minhas

Olá pessoas...

Muito tempo sem escrever, mas estou de volta!

Minha vida anda muito agitada, mas hoje enquanto o trabalho está fraquinho, venho dar um dedinho de prosa com vocês.
Graças a Deus estou no tão sonhado e esperado período de remissão da ARJ ou AIJ. Tomo somente duas medicações: sulfa e naprox além do cálcio é claro!
Estou numa fase ótima graças a Deus, pena que eu tenha tantas deformidades e limitações causadas por ela, mas só de não ter dor, já é uma maravilha.

Falando um pouquinho de minha vida profissional, sou professora readaptada ha quase 10 anos. Como gosto muito dessa área, mesmo sem perspectiva de ascensão profissional, fiz faculdade de Pedagogia e estou terminando uma especialização em Psicopedagogia.
Nesse momento, com dificuldades financeiras eu tentei uma vaga para o reforço aqui na prefeitura, mas qual foi minha tristeza ao saber que o readaptado não tem direito a nada a não ser o seu salário e aos aumentos quando tiver reajuste para a classe.

Não estou me queixando, mas é que eu não saí da sala de aula porque quis, e sim pelas limitações e trabalhar com reforço com quantidade mínima de crianças, com materiais acessíveis a mim seria uma forma de eu continuar me sentindo professora, contudo,  o mercado é excludente e uma vez readaptada, a não ser por alta, eu não posso na prefeitura exercer qualquer tipo de atividade que possa estar fora de conformidade com a condição de readaptada.

É muito ruim você se sentir sem lugar no mercado. O que estou fazendo é tentando fazer meu trabalho de Psicopedagoga paralelo a minha jornada aqui na prefeitura.
Mas estamos na luta contra o preconceito profissional, nunca consegui nada de mão beijada! Vou procurar meios de exercer meu trabalho educacional que amo tanto!

Esse foi um desabafo! Obrigada

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O dia-a-dia de uma pessoa com ARJ

Olá pessoas lindas e guerreiras como eu! (convencida neh?)

...Mas faz tempo que deixei de me achar menos que os outros. Hoje em dia me acho o máximo e não me envergonho disso, sabem por quê? Enquanto tá cheio de gente por aí sem doença ou limitação alguma que não tem objetivos na vida e não busca suas realizações, eu mesmo com minhas limitações, vou atrás dos meus objetivos e não fico esperando a vida passar!

Estava pensando hoje, como somos heróis e quantas dificuldades driblamos no nosso dia-a-dia. Por exemplo, eu não me abaixo de jeito nenhum, meus joelhos e quadris não permitem, então pensem: eu rezo pra não derrubar nada no chão e quando acontece, se tiver alguém eu peço ajuda e se não tiver, adivinhem? Se estiver descalço, pego com o pé, coloco em algum lugar em que eu consiga me abaixar pra pegar. Levantar os braços também não consigo, então as coisas para mim tem que ficar no meio termo, nem baixo e nem alto...varal também, só estendo as roupas quando o varal cede pra ficar mais baixo.

As dificuldades não param por aí, não consigo lavar meus cabelos sozinha, as vezes, uso uma escova de cabo bem longo pra lavar o cabelo sozinha, mas não fica tão bem lavado;ou alguém de casa lava pra mim ou vou ao cabeleireiro; no banho, uso só sabonete líquido para evitar de cair e eu não poder pegar, apesar de que tem a dica da meia fina (colocar o sabonete dentro da meia e pendurar na torneira do chuveiro);
Para me vestir, tudo bem, até que consigo, mas meia, só com o calçador que comprei, ah, comprei também um cabo que ajuda a calçar sapatos de um lado e de outro é um ganchinho para pegar roupas que caem no chão.
Esqueci de dizer que moro em um sobrado (que ironia neh?), para facilitar minha vida, coloquei corrimão em toda a parede. A garagem de casa, coloquei portão eletrônico para não ter que fazer força para levantá-lo.
No meu trabalho tenho colegas compreensivas com essas limitações, graças a Deus, inclusive há planos de colocação de corrimão nas escadas que leva para as salas, aí, não terei desculpa para não subir as escadas! rsrs.
Quando estou namorando (aliás, faz tempo que não namoro!rsrsrs), uma das primeiras coisas que faço é esclarecer sobre todas as limitações e enfatizar que elas não me impedem de nada, o que é uma verdade, não só eu, como todos nós com AR, podemos fazer quase tudo é só adaptar!rsrsrs

Hoje em dia convivo muito bem com essas limitações no dia-a-dia, mas às vezes fico chateada, porém, faz parte da nossa vida!
Gostaria de saber de vocês, que leem o blog, principalmente as donas de casa, como driblam as dificuldades do dia-a-dia?

bjão!

domingo, 18 de dezembro de 2011

2012, novo ano com novas perspectivas e objetivos

Oi pessoal,

Estive um pouco ausente, mas, apesar das limitações impostas pela AR, tenho, assim como a maioria dos artríticos muitas atividades, no meu caso: trabalho, estudo e pais! rsrs

Hoje, exatamente nesse momento, estive pensando quantas pessoas conheci por meio desse blog e quantas ajudei com atenção e algumas dicas!

Pensei em desativar o blog, mas ao mesmo tempo, penso que tudo que passo, as vitórias que conquisto podem ser importante de compartilhar com vcs, pois, tem coisas que não da pra postar no face!

Esse ano, começou um pouco difícil para mim, aliás venho passando por esse processo de cirurgia desde 2008, quando fiz a primeira do joelho, além dos fêmures. Tive o período de recuperação bem conhecido por alguns artríticos que ja se submeteram à cirurgias desse tipo. Mas o universo que sempre conspira ao meu favor, me agraciou com ótima recuperação e hoje o meu andar está cem vezes melhor do que ha 04 anos!

Infelizmente, a AR sempre deixa marcas físicas, por isso tenho limitações e sequelas em várias articulações, como pés, pescoço, cotovelos. No entanto, agradeço todos os dias por ser quem eu sou, tudo que passei desde a infância me ensinou muito e me tornou a pessoa forte que sou hoje!

Trabalho como funcionária pública municipal, sou graduada em Pedagogia, prestes a concluir pós-graduação em Psicopedagogia e com muitos objetivos a serem alcançados!

Por isso, a mensagem para 2012 que deixo para vocês é que não desistam de viver e esse não desistir de viver, não significa acabar com a própria vida literalmente falando, mas sim, deixar-se abater pelas dores, deixar de sonhar, de apreciar o belo que existe no mundo!
Mas principalmente, não desistam de vocês, se amem com ou sem limitações, sintam-se especiais, mesmo sem namorado ou marido, com certeza existe alguém para quem  vc é especial!

Quando percebemos e nos damos valor, quando nos amamos, isso é refletido nas pessoas que começam a nos perceber, admirar e valorizar!

Essa é a mensagem que deixo para que vocês tenham um ano melhor em todos os sentidos: AMEM-SE!

Eu me amo!

bjs a todos e obrigada pela contribuição no blog!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Situações que os artríticos sempre vão passar!

Oi pessoas,

Me deu uma vontadinha de escrever hoje!

Quero falar sobre as coisas boas que eu tenho feito: estou numa dinâmica total, fazendo o que mais gosto, estudar e buscar novos horizontes.
Mas sabem de uma coisa: só tendo a cabeça que eu tenho pra enfrentar algumas coisas que só nós artríticos sabemos. Eu nem digo dores porque não sinto, graças a Deus. Falo de coisas pequenas do dia-a-dia, que as limitações me impedem de fazer e dos "olhares" que recebemos e que nem sempre sabemos decifrar!

Por exemplo, no Fórum sobre Psicopedagogia que fui no último sábado, nem todos os espaços eram adequados para mim. A mesa do almoço, por exemplo: a cadeira tinha uma altura não muito adequada para (um pouco baixa e sem apoio do lado. E ao levantar eu preciso de apoio e a cadeira não tinha... e outras coisas, que nem são obrigatórias de ter nos lugares, mas eu sinto dificuldade e o que é pior, sinto as pessoas me olhando de forma diferente. Mas não me importo, só penso: o que será que está pensando? "Nossa, aquela menina, faz isso ou aquilo, mesmo com essas dificuldades?" ou como a minha professora, depois de me perguntar sobre a doença, expliquei como tinha sido, aí no final ela me perguntou,"Malu, você leva uma vida normal, faz tudo?" Eu respondi que sim, que sempre fiz tudo quase que normal, do meu jeito claro...ela perguntou se eu não namorava, eu disse que não...ai foi engraçado porque ela disse: "você nunca quis namorar?"
Eu achei engraçado porque eu não disse que nunca tinha namorado antes, mas que não estava namorando no momento. Tentei entrar nos pensamentos dela e saber o que realmente ela queria saber! Então eu respondi: eu ja namorei bastante professora, só que não casei porque não deu certo com ninguém ainda! Mal sabe ela que ja dei nó até em pingo d'água!

Sabe gente, com essa pergunta da professora, eu me lembrei de um namorado muito legal que tive e a gente ria muito do preconceito das pessoas. Ele dizia: "sabe, amor, eu acho que a maioria das pessoas acham que o deficiente não namora...porque nunca ouvi falar de motel para deficiente! E ríamos a valer", mas porque será  E lembrando dessa situação e linkando com esse indagação da professora eu percebi que é mais ou menos isso, muitas pessoas não vêem o deficiente como um cidadão comum, mas sim e apenas como alguém muito esforçado,  que consegue as coisas com muito sacrifício, mas dificilmente somos vistos como pessoas comuns que que ama,  trabalha, namora... Por falar em namorar, sabe quantos motéis para deficiente deve existir no Brasil todo?

Querem saber? No Brasil eu não sei, mas em São Paulo, só encontrei dois! Calma gente, não procurei nada com más intenções, foi para uma pesquisa sobre acessibilidade. Encontrei umas três do que posso chamar de discotecas, pouquíssimos barzinhos e apenas dois motéis...ou seja, deficiente não pode "namorar" em um lugar diferente!
Tudo isso sabem por quê? Porque os deficientes, quer sejam por mobilidade reduzida como a maioria de nós, quer cadeirantes, não são vistos pela sociedade como pessoas comuns que fazem tudo que as outras pessoas fazem, precisando apenas de infraestrutura adequada, mas apenas como exemplos de superação!
E cai entre nós, especialmente as meninas...eu quero mais é amar, ser amada, beijar na boca...se quiserem me considerar exemplo de superação, pode considerar, mas eu e todos os deficientes acredito eu, queremos mais é condição para ser feliz e poder gozar a vida como qualquer outra pessoa dita normal!
Nossa, me empolguei! rsrsrs

Mas é isso gente, hoje percebo exatamente o que as pessoas pensam, no entanto, hoje sou uma mulher madura com 30 anos de vivência de ARJ e apesar de perceber os olhares e "ler pensamentos", isso não me incomoda mais, não como antes...apenas um pouquinho, isso porque hoje em dia me sinto tão normal mesmo com limitações que até esqueço que as limitações e sequelas são bem visíveis, mas sempre tem alguém pra me lembrar, seja por olhares ou "pensamentos que leio" rsrs!

É isso, que tenho pra hoje? E vocês, como se sentem ao serem observadas (os) de modo diferente?
Querem dividir?

bjs

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Artrite e sexualidade

Oi pessoal,

Estou tão em falta com vcs, não é? rsrs
Desculpem, mas minha vida anda muito agitada, agora com esse curso, tenho muitas pesquisas pra fazer!
Mas estou muito feliz... Sempre fico feliz quando estou fazendo algo que me motiva!

No outro post, eu falei da possibilidade de escrever algo sobre sexualidade...a nossa amiga Venina gostou da idéia...E vocês? rsrs

Sexo é sempre um assunto um pouco delicado. Não por mim, que falo dessas coisas com naturalidade, no entanto, é preciso respeitar a opinião de cada um.

Vamos lá!!!

A chegada da artrite reumatóide sempre trás impactos em nossas vidas sob todos os aspectos, no entanto, na vida de casada, um aspecto pode trazer muitos conflitos: a mudança na vida sexual.

Parece ser muito difícil ter uma vida sexual satisfatória tendo dores e limitações físicas. Não vou dizer que tudo é fácil, mas quando existe respeito e amor, todas as dificuldades podem ser amenizadas.

Como???

Diálogo aberto, compreensão e muito amor!

Principalmente para as mulheres, as mudanças e limitações são muito frustrantes, pensamos que porque não podemos fazer determinados movimentos nossos maridos vão perder o interesse ou não nos amar mais.

Aí, vcs podem dizer: mas eu percebo que meu marido/namorado/noivo está diferente! E eu respondo, claro que está!!!

Se a artrite trás impacto em quem sofre as dores, também trás em quem convive com a gente. Pensem que seu marido pode ter receio de te machucar, isso porque ele não sabe a intensidade da dor ou que movimentos você pode fazer.

Muitas vezes esse "monstro AR", não nos deixa perceber o que os outros sentem, isso porque sentimos dores e ficamos tão preocupadas em não sermos mais amadas e desejadas que não paramos pra pensar que a pessoa ao nosso lado não tem como adivinhar o que podemos ou não fazer ou o que pensamos!

É por isso que a melhor forma de ter uma vida sexual satisfatória é termos um diálogo franco com nossos parceiros, expondo os medos, os conflitos, deixando claro que o desejo sexual continua, no entanto, há o medo da dor, o medo de não ser mais desejada...
Conversem com seus parceiros, expliquem que a vida sexual terá que sofrer algumas transformações, vejam o que pode ser bom para os dois, vão tentando novas formas de se realizarem...é claro que nos períodos de crise ou pós cirurgia e até um determinado tempo depois, a atividade sexual deverá ser suspensa, no entanto, é só um período e vai passar.

Tenho amigas com ARJ (artrite na infância) que tem uma vida sexual totalmente normal. Eu também nunca tive problemas com isso, pois, sempre deixei claro minhas dificuldades e isso nunca me deixou menos mulher que as outras!

Então, vamos a luta! A sensualidade não está apenas nos aspectos físicos, está na boca quando sorri, está no toque, está no beijo e em detalhes pessoais e individuais de cada um!
Dessa forma, fica a dica, se tiver problemas, converse com seu parceiro, deixe claro o que vc pode e o que não pode fazer, use sua sensualidade (acredite você tem!) faça um jantar a dois, coisas que seu marido gosta e deixe o clima do amor no ar! rsrs

Não deixe a doença travar o seu amor e seu desejo, isso porque, você é acima de tudo uma mulher!

beijo a todas vocês, mulheres especiais!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Artrite deixa marcas!!!

Oi pessoal...

Estou aqui hoje pra falar com vocês sobre as marcas que a ARJ ou AR pode deixar em nós.
Semana passada fiquei muito feliz, porque ao pegar o resultado de um exame de sangue, pela primeira vez na minha vida me senti normal, pelo menos na parte que diz respeito aos aspectos biológicos da doença.

Quando abri o exame encontrei: 0,8 PCR e 5 de VHS!!!
Gente, fiquei bege, pois meu VHS nunca deu menos de 10 e 10 foi o mais baixo até aquele momento!

Apesar desse exame e de eu estar super feliz com o resultado e por não sentir dores, não posso deixar de contar pra vocês que essa AR é um "carma" (risos). Isso porque, nessa semana, fui trabalhar usando uma bota, que aliás é super confortável. Passaram-se horas e tudo bem, mas faltando umas 3 horas para a minha saída, meu dedinho do pé começou a doer tanto, que quase tiro a bota no trabalho mesmo.
Fui aguentando e quando cheguei em casa, ao tirar a bota, me revoltei com essa bendita AR: "__ Poxa vida! Não tenho quase nem sinal de artrite nos exames, mas ela tem que deixar sua marca??? (desabafei)
Um calo ósseo que se desenvolveu de um ano aproximadamente nesse dedinho e quando uso um calçado que o deixa encostado no outro dedo, ele dói muito e fica bem vermelho! Gente dói e arde demais!"
Nesse dia fiquei muito revoltada...quem não ficaria?

Essa história era pra chegar ao ponto do título da postagem... sabe pessoal, as pessoas podem pensar,que eu deveria agradecer muito por não sentir mais dores...sim, eu agradeço a Deus todos os dias por isso, mas não posso deixar de me revoltar: esse momento de minha vida seria muito melhor se não fossem essas sequelas!

Eu queria muito poder virar meu pescoço normalmente, esticar meus braços por completo, conseguir fazer tudo sozinha tarefas como lavar os cabelos, pegar algo do chão...queria não ter nódulos nos cotovelos (pq deixa o braço feio) queria meus dedos das mãos todos normais...
Queria ao menos que a artrite não tivesse me deixado tantas marcas físicas, já não bastasse as marcas emocionais que deixa em todos os portadores.

Apesar de ser como sou, uma guerreira, como a maioria de nós ou todos nós, artríticos, também tenho minhas revoltas, minhas tristezas e frustrações. As sequelas físicas da AR para nós mulheres, não ficam restritas a esse aspecto, ela ultrapassa e chega ao emocional, trazendo muitas vezes a baixa autoestima, pois, temos que lidar com o fato de que nem sempre poderemos usar sapatos que achamos bonitos ou estão na moda; com o fato de não termos um andar bonito, entre outras coisas.
Isso tudo é revoltante, no entanto, existe um porém que faz toda diferença: podemos sim ter nossos momentos de tristezas. revoltas e frustrações, mas não podemos deixar esses momentos se tornarem eternos! Vamos chorar? Vamos. Vamos nos revoltar, quebrar coisas? Vamos. Vamos xingar palavrões horríveis? Vamos. Mas isso, um dia, dois, uma semana, no máximo! Depois CHEGA! Já deu, chorar não vai mudar nossa aparência nem a visão dos outros com relação a nós. Apenas uma coisa pode mudar, (não os aspectos físicos) é a aceitação de que somos como somos, por um motivo que não sabemos e talvez nem saberemos; as pessoas que nos vejam do jeito que quiserem. O importante é como NÓS NOS VEMOS, e essa visão deve ser sempre a melhor e mais bonita, porque afinal de contas, somos guerreiras e guerreiros que amam a vida e merecem ser felizes!!!

Amigos, hoje a postagem foi um pouco de desabafo contra essa doença que deixa marcas, de uma forma ou de outra, marcas que levamos pra sempre...só sendo muito bem estruturado pra aguentar neh?
Então vamos ser fortes, fazer coisas que gostamos e nos dão prazer, pra driblar esses sentimentos que surgem de vez em quando!!!

bjão

domingo, 7 de agosto de 2011

Nosso dia-a-dia

Oi pessoal,

Faz tempo que não falo com vcs, neh?
Tanta coisa para fazer...Mas o principal motivo para essa demora é que voltei a estudar!
Como alguns sabem eu tenho superior em Pedagogia e agora resolvi fazer pós-graduação em Psicopedagogia. Um curso que sempre quis fazer.
Muitos até próximos a mim, devem pensar porque fazer esse curso se eu sou uma professora readaptada e se posso me aposentar a qualquer momento?
Eu não penso assim e não vivo em função da doença. Tenho meus planos como qualquer pessoa e não deixo essa doença limitá-los
Meu corpo já tem tantas limitações, pra que eu vou me limitar ainda mais? Eu já deixei de viver tanta coisa, como por exemplo minha infância e ainda vou doar mais para essa doença? Nem pensar!!!
Quem tem artrite não pode parar!
Mas nessa postagem eu queria falar mesmo sobre a entrevista da Pri no Bem Estar...estava ótima. Tanto ela, quanto a Olívia.
Achei muito legal elas mostrarem que não deixam de fazer suas coisas por conta das dores ou limitações! Elas adaptaram a casa para essa nova fase!
É isso pessoal que todo artrítico tem que fazer...chorar não restaura a articulação, temos que continuar a vida, adaptando materiais para o nosso dia-a-dia! Sei que é difícil de uma hora para outra ter dificuldades ou não conseguir fazer as coisas, especialmente para as donas de casa, mas dá para continuar fazendo, de um jeito diferente, mas vai fazer!

Temos que adaptar não só nossa casa, mas praticamente nossa vida toda e principalmente nos adaptar. Esse último eu acho que deve ser bem mais difícil, no entanto, dá pra tocar a vida mesmo com AR. Espelhem-se na Priscila, Olívia e tantas outras...
Se entregar a AR não leva a nada...mesmo com ela, podemos viver muitas coisas boas!

bjsss e boa semana para todos!

domingo, 10 de julho de 2011

A cada dia mais adeptos!

Oi pessoal,

Eu infelizmente não pude ir ao EncontrAR desse mês, mas olhando as fotos percebi novos adeptos com ARJ.
Fiquei super feliz em constatar que o encontro do blog da Pri, está ajudando essas pessoas mais jovens a se mostrarem para todos, a saírem de seus casulos de medo e auto-discriminação!

Eu também demorei pra me aceitar, a sair do meu mundo de medo e auto- preconceito. Me achava feia, só porque era diferente, me apegava às deformidades, quanto tinha  outros aspectos bonitos!
E é isso que eu como ARJ ha trinta anos quero continuar mostrando a esses mais jovens. Que a vida, o planeta, o amor e todas as coisas do universo existem para todos, inclusive para nós!

Fechar-se como ostras não é o melhor caminho, só nos impede de ser feliz e acreditem podemos ser, mesmo com articulações limitadas, mesmo com deformidades e até mesmo com dores (porque elas não duram para sempre).
É o que tento mostrar a cada pessoa que conheço e especialmente aos jovens com ARJ, porque sei exatamente como se sentem.

Agora com outros ARJs no EncontrAR, talvez seja mais fácil alcançar esse objetivo. Acredito que a troca de experiência nos fará muito bem!

Termino o texto feliz pelos novos integrantes do EncontrAR, principalmente por saber que estamos conseguindo tirar muitos da redoma de proteção para o mundo!!!

bjsss

sábado, 25 de junho de 2011

Nossos anjos da guarda! (primeira entrevista)

Oi pessoal,
Depois de uma temporada fora do ar, estou de volta com a primeira entrevista da série “nossos anjos da guarda”.
Sabemos que é muito importante ter uma pessoa que esteja ao nosso lado em todos os momentos difíceis e se essa pessoa for namorado, noivo ou marido, melhor ainda!
Pensei numa entrevista desse tipo há bastante tempo, porque escuto mulheres se sentirem diminuídas pela doença que enfrentam e muitas achando que não são mais amadas por seus maridos ou que eles estão ao seu lado por obrigação e não por amor! Enfim, nós mulheres, que apresentamos doenças reumáticas tendemos a sentir muita insegurança... E isso faz tanto mal!

Assim, as entrevistas que eu conseguir coletar, vou postando para mostrar  às mulheres, que apesar de dores e sofrimentos, os anjos da guarda existem, muitos estão ao nosso lado disfarçados de maridos, noivos ou namorados! 
É claro que tem também os disfarçados de amigos, irmãos, mães e pais! Mas, nessa série trato dos casais. Mas sejam nossos companheiros, pais, mães ou amigos é bom que reconheçamos esse carinho e de vez em quando falemos: obrigada por estar ao meu lado!

O nosso primeiro entrevistado é o Romildo Silva, casado com a nossa querida Venina há dez anos:

Quanto  sua esposa/ namorada/ noiva tempo convive com a doença?
"Minha esposa a  4 anos."

Como é conviver com alguém que tenha AR/reumática?
"Normal, quando se tem amor não tem obstáculos."

Quando você conheceu sua esposa ou namorada ela já tinha AR/ doença reumática? Como foi?  Você teve algum tipo de receio?
"Não. Foi difícil porque  demorou descobrir. Não."

O que mudou na vida de vocês com a chegada da  AR/ doença reumática?
"Mudou que quando ela está  em atividade minha esposa tem que  repousar ai não podemos passear, ai  ficamos em casa."

Como você se sente quando sua esposa está em crise de AR/doença reumática e o que faz para tentar ajudar?
"Fico triste em vê-la sofrer, tento ajudá-la sempre tentando fazer ela sorri  e esquecer um pouco a doença."

Sei que você, como todas as pessoas mais próximas de nós são nossos  anjos da guarda e que acabamos descontando nossas dores em vocês, mas eu pergunto: alguma vez você achou que não ia segurar a barra de enfrentar essa doença?
"Não,  temos amor o suficiente para enfrentar."

Qual o conselho que você daria a um marido ou esposa de alguém que tenha AR ou outra doença reumática?
"Ter muita paciência, companheirismo  e amor q tudo da certo e tentar viver a vida com  os limites porque não se pode parar diante dos  obstáculos da vida , pois, somos mais forte que a artrite."


 É isso gente, espero que gostem!

bjinhos


Pensamento é força que atrai situações e circunstâncias

Com alegria e bom humor, atraímos bons pensamentos e esses são essenciais para uma vida saudável!

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